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Logística

As definições básicas do Diretório e os objetivos que o movem continuam essencialmente os mesmos desde o seu início, em 1992, embora a logística da captura dos dados tenha mudado significativamente em 2002, como conseqüência natural do avanço dos sistemas de informação e da integração das bases de dados do CNPq no âmbito da Plataforma Lattes.

Até o Censo de 2000, o Diretório foi organizado em torno a uma base de dados que se atualizava completamente de tempos em tempos, bi ou trienalmente. Esta atualização coincidia com o momento de "tirar uma fotografia" da capacidade instalada de pesquisa. Em outras palavras, a atualização da base de dados ocorria apenas para a realização de um novo censo.

Cada vez em que isso acontecia, novos sistemas eram desenvolvidos e postos à disposição das dirigentes institucionais de pesquisa e dos líderes de grupos de pesquisa, por meio das instituições participantes. Aquelas autoridades instalavam os sistemas em máquinas localizadas nas suas instituições, identificavam os líderes de grupo e propiciavam a estes o acesso ao formulário, onde eram inscritas as informações referentes a cada grupo, inclusive a produção científica, tecnológica e artística do grupo. Estas informações eram armazenadas no órgão central da instituição e depois enviadas ao CNPq.

Essa logística implicava em que a base de dados permanecia "congelada" no CNPq até a ocasião do próximo censo, imune às mudanças que ocorriam nos grupos durante o intervalo de tempo. Imune também à possibilidade de mudanças decorrentes de enganos ocorridos durante a coleta de dados que eram identificadas apenas após o "fechamento" da base (pesquisadores incluídos inadequadamente num grupo, por exemplo).

Na versão 5.0 do Diretório (2002), houve uma mudança conceitual que se expressou pela constituição de uma base operacional, ou base corrente, atualizada continuamente pelos líderes de grupo devidamente acreditados pela instituição a que pertencem. Os censos, a partir de então e até hoje, passaram a ser uma ¿fotografia' dessa base corrente, realizados periodicamente pelo CNPq. Antes da construção de uma base censitária, o CNPq anuncia este acontecimento e os pesquisadores que estiverem com as informações de seus grupos desatualizadas podem atualizá-las.

Para permitir essa nova logística da captura das informações, foi desenvolvido à época um novo sistema, de uso compartilhado entre os atores envolvidos, e toda a base de dados passou a ficar fisicamente, no CNPq.

Uma outra mudança instituída a partir de 2002 foi a exigência do Currículo Lattes para todos os pesquisadores e estudantes participantes dos grupos, possibilitada pelos novos sistemas integrados à Plataforma Lattes. Assim, algumas informações pessoais dos participantes e, principalmente, a produção CT&A dos mesmos passou a ser extraída da base de CV Lattes e não mais requerida no formulário Grupo.

Em junho de 2001, a base de currículos Lattes já possuía mais de 100.000 currículos cadastrados e já não fazia mais sentido requerer as mesmas informações nos dois formulários (Currículo e Grupo). Além disso, a quantidade de currículo cadastrado ensejou a decisão de torná-lo obrigatório em 2002.

A logística implementada em 2002 ainda permanece, porém uma nova versão do sistema, mais moderna e atualizada, tanto em termos computacionais como de conteúdo, foi implementada em 2013 em substituição à versão de 2002. Essa nova versão veio totalmente integrada à Plataforma Lattes, possibilitando a inclusão dos integrantes dos grupos a partir da base de Currículos Lattes e a padronização quanto ao uso da Senha CNPq para todos os participantes, inclusive Dirigentes. Destes, se passou a exigir Currículo Lattes e cadastro como representantes no Diretório de Instituições-DI do CNPq.