Censo atual

Novidades Censo 2014

Registram-se abaixo estas mudanças importantes ocorridas nesta nova versão do DGP e uma análise das suas implicações no Censo de 2014:

  1. NOVAS INFORMAÇÕES
    Mudanças no DGP:

    Foram incorporadas as seguintes informações ao DGP: Participação de grupos em redes de pesquisa, Egressos, Colaboradores estrangeiros, Equipamentos e software.

    Implicações no Censo 2014:

    Estas informações não constam do Censo 2014, haja vista, são informações novas, não tendo, portanto, dados anteriores para fins de comparação.

  2. TÉCNICOS
    Mudanças no DGP:

    O módulo de técnicos foi equiparado aos módulos de participantes e estudantes, demandando CPF e CV Lattes. Esta alteração viabiliza a inserção da sua produção de C&T nos grupos aos quais eles participam. Diante desta nova exigência no cadastro dos técnicos foi solicitado aos líderes um recadastramento dos mesmos, o que provavelmente não ocorreu até o censo de 2014 na sua integridade gerando uma diminuição significante no total de técnicos no censo de 2014.

    Implicações no Censo 2014:

    O número de técnicos nos grupos vinha crescendo, entretanto, no censo de 2014 nota-se uma relevante diminuição.

    Em 2010, 17.013 grupos registraram não possuírem técnicos como participantes representando 61,8% do total dos grupos; em 2014, registraram-se 29.259 sem participação de técnicos o que correspondeu a 82,9%. Até 2014, o percentual de grupos sem técnicos permanecia em torno dos 60%, a partir de então passou para o patamar dos 80%.

    As diferenças nos totais de técnicos a partir de 2014 decorrem da mudança no Diretório no Grupo de Pesquisa (DGP) no qual os técnicos passam a apresentar a mesma dupla contagem dos pesquisadores, ou seja, o mesmo técnico pode participar de grupos em mais de uma grande área, área e atividade.

  3. INSTITUIÇÕES PARCEIRAS
    Mudanças no DGP:

    Este módulo mudou de nome (antes chamado Empresas) e, conseqüentemente, de conceito. O objetivo anterior era levantar o relacionamento de grupos com empresas do setor produtivo, sendo agora, mais amplo, incluindo relacionamento com instituições de outras naturezas.

    As informações da Atividade Principal (variável denominada Ramo de Atividade nos censos), Pessoal Ocupado e Natureza Jurídica até então vinham sendo fornecidas pelo IBGE que re-classificava as atividades das instituições e considerava o CNPJ apenas da unidade macro da instituição parceira.

    Após convênio com a Receita Federal estes dados foram capturados da sua base de dados, o que provavelmente deve ter gerado distorções, apesar do IBGE também fazer uso das mesmas classificações da tabela CNAE (Classificação Nacional de atividades Econômicas).

    Implicações no Censo 2014:

    Grupos/Empresas por Grande Área: houve um aumento significativo no n° de grupos que relataram relacionamento com instituições parceiras. Em 2010, 3.506 grupos relataram relacionamento com empresas, representando 12,7% do total de grupos da respectiva grande área; em 2014, registraram-se 9.349 grupos que representaram 26,4% do total dos grupos na área. Até 2014, o aumento vinha mantendo-se constante em torno dos 1000 grupos de acréscimo que registraram este tipo de relacionamento com empresas.

    O mesmo comportamento foi observado na classificação Por Área, Por Região e Por Unidade da Federação (UF).

    Como os dados das "empresas", atualmente, "instituições parceiras" migraram da base da Receita, não mais do IBGE, informações como o Número de Pessoal Empregado que era fornecido pelo IBGE passam a não constar do Censo 2014.

  4. LINHAS DE PESQUISA
    Mudanças no DGP:

    Foi adotada a tabela de Setores de Aplicação da CNAE. Na migração dos dados muitas linhas de pesquisa não encontraram correspondentes na nova tabela adotada gerando uma descontinuidade na evolução histórica dos dados.

    Implicações no Censo 2014:

    Com a descontinuidade dos dados decorrente da mudança da tabela de setores de aplicação, as estatísticas referentes às linhas de pesquisas para o ano de 2014 encontram-se disponíveis apenas nas súmulas que apresentam os dados separadamente por ano. Desta forma, a leitura dos dados não ficou comprometida pela descontinuidade da evolução histórica. Esta alternativa de visualização das informações foi adotada para as demais opções que sofreram alteração na sua estrutura gerando uma incompatibilidade entre os dados antigos e os novos. Desta forma, as opções: Técnicos e Grupos/Empresas, assim como, as Linhas de Pesquisa por Setor de Aplicação, passaram a serem visualizadas ano a ano apenas nas Súmulas Estatísticas.

Principais Resultados

Participaram do censo de 2014, 492 instituições registrando 35.424 grupos e 180.262 pesquisadores, sendo 116.427 doutores.

O crescimento do número de grupos cadastrados em 2014 em relação a 2002 foi de 134%. O número de pesquisadores cresceu 217% no mesmo período e o de doutores 239%.

No censo de 2014, o número de grupos cresceu 29% em relação a 2010. O número de pesquisadores cresceu 40% no mesmo período e o de doutores 42%.

Já a participação percentual de Doutores em relação ao total de Pesquisadores aumentou de 51% no primeiro censo, em 1993, para 65% último censo.

NOTA: A comparação de números absolutos com o primeiro censo (1993) não é muito apropriada porque a cobertura naquela época era baixa, inclusive pelas dificuldades da coleta, haja vista, nem e-mail se usava. Daí a comparação com o censo de 2002, ano em que o formulário se tornou on-line, facilitando sobremaneira a comunicação e a coleta de dados. Entretanto, quando o número é relativo, por exemplo, percentual de doutores, participação % por região, área, etc, não há problema nas comparações.

Não há tabelas a exibir.


A distribuição geográfica em 2014 é: Norte: 5,8%, Centro-oeste: 7,5%, Nordeste: 20,4%, Sul: 22,4% e Sudeste: 43,9%.

O crescimento percentual do número de grupos cadastrados 2014 em relação a 2010 por unidade da federação foi: Norte: 44%, nordeste: 43%, centro-oeste: 35% ,sul: 28% e sudeste: 21%.

Em números absolutos, todas as regiões cresceram continuamente, desde o primeiro censo, realizado em 1993. Comparando com 2010, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, nesta ordem, foram as que mais cresceram em 2014.


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No censo de 2014 foram registradas 139.154 linhas de pesquisa, assim distribuídas: 17% nas Ciências Humanas, 16% nas Engenharias e nas Ciências da Computação, 15% nas Ciências da Saúde, 12 % nas Biológicas, 12% nas Agrárias, 12% nas Ciências Exatas, 11% nas Sociais Aplicadas e 5% em Lingüística, Letras e Artes. Individualmente, as áreas de Educação, Medicina, e Agronomia são as três maiores em número de linhas de pesquisa.


Não há tabelas a exibir.


No total dos pesquisadores cadastrados em 2014, 50% são homens e 50% mulheres. Houve por tanto um crescimento do número de mulheres e uma diminuição no número de homens em relação ao censo de 1995, que era respectivamente de 39% e 61%.



Distribuição percentual dos pesquisadores por sexo segundo a condição de liderança

Total pela condição de liderança = 100%

Condição de liderança 1995 1997 2000 2002
Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem.
Líderes 66 34 63 37 61 39 59 41
Não-líderes 59 41 56 44 54 46 51 49
Total 61 39 58 42 56 44 54 46

Condição de liderança 2004 2006 2008 2010
Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem.
Líderes 58 42 57 43 55 45 55 45
Não-líderes 51 49 50 50 49 51 48 52
Total 53 47 52 48 51 49 50 50

Condição de liderança 2014
Masc. Fem.
Líderes 54 46
Não-líderes 49 51
Total 50 50

Notas:

Não há dupla contagem de pesquisadores. O líder de grupo que participa de outro grupo na condição de não-líder foi computado apenas na condição de líder. Primeiro e segundo líderes são igualmente considerados como líderes.