Um dos maiores cientistas brasileiros, o físico Césare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes, tornou-se um ícone na produção científica mundial e um símbolo, para o Brasil, que serviu de inspiração e estímulo para as gerações seguintes.

Lattes,
no
período
da
Segunda
guerra
mundial,
iniciou
pesquisas
que
contribuiriam
para
o
avanço
da
ciência
em
relação à estrutura
atômica.
A
descoberta
do ‘méson
pi’ (partícula
efêmera,
com
massa
entre
a
do
elétron
e
a
do
próton)
foi
essencial
para
os
estudos
sobre
radiação.
Para
efetuar
suas
pesquisas
Lattes,
com
notável
espírito
empreendedor,
montou
o
laboratório
de
Chaclataya,
na
Bolívia.
Em
parceria
com
outros
pesquisadores,
obteve
importantes
avanços
como
a
reprodução
artificial
dos
píons.
Em
trabalho
conjunto
com
japoneses,
fez
descobertas
como
o
fenômeno
das
'Bolas
de
Fogo',
nome
dado às
nuvens
de
mésons
no
interior
dos átomos.
Apesar
de
ser
crítico
de
Einstein,
suas
pesquisas
foram
fundamentais
para
o
desenvolvimento
da
'Teoria
da
Relatividade',
pois
foram
precursoras
para
a
concepção
dos
'quarks'.
Dessa
forma,
apresentam
fundamentos
das
teorias
sobre
a
criação
e
a
expansão
do
universo.
As
contribuições
de Lattes não
se restringem ao meio acadêmico,
no período
de 1945 e 1956, houve uma forte
interseção
entre ciência
e política.
Os pesquisadores tinham a noção
de que a ciência,
para progredir, tem que partir
de preceitos políticos
capazes de arregimentar apoio
logístico
e financeiro em questões
estratégicas
para o desenvolvimento nacional.
Em 1946, criou o CBPF (Centro
Brasileiro de Pesquisas Físicas)
como o primeiro centro independente
para pesquisa em física,
agora ligado ao Ministério
de Ciência
e Tecnologia. As suas participações
perante organizações
de fomento a pesquisa também
foram decisivas como integrante
da comissão
responsável
pela instituição
do CNPq. Participou no período
de fundação,
nas primeiras reuniões
e, posteriormente, como membro
do Conselho Deliberativo de 1953
a 1955. Teve grande atuação
em universidades como USP, na
cátedra
do Departamento de Física
da Faculdade de Filosofia, em
que implantou o laboratório
de emulsões
nucleares, e UNICAMP, na direção
do Departamento de Cronologia,
Raios Cósmicos
e Altas Energias do Instituto
de Física,
onde montou o laboratório
de Síncroton.
De 1950 a 1959, esteve presente
na Comissão
de Raios Cósmicos
da União
Internacional de Física
Pura e Aplicada, em que demonstrou
a necessidade de integração
em parcerias e cooperação
entre nações
em prol do desenvolvimento científico.
Recebeu várias
homenagens nacionais e internacionais
em reconhecimento ao legado de
suas contribuições.
A
história
do cientista confunde-se com a
história
da ciência
no Brasil e no mundo.
(Centro de Memória do CNPq)